Neuroestética e design de interiores: como se relacionam?

Neuroestética e design de interiores: como se relacionam?

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Nossa percepção do que é bonito e esteticamente agradável é constantemente moldada pelos estímulos visuais que recebemos do mundo. Por isso, dada a busca pelo conforto e bem-estar, principalmente dentro dos lares, a neuroestética ajuda a investigar como elementos estéticos podem influenciar nosso dia a dia.

A arte, com sua capacidade de despertar emoções e estimular a nossa mente, por exemplo, desempenha um papel muito importante nesse cenário.

Mas como o nosso cérebro responde à beleza? Como a neurociência e a estética se unem para criar essa experiência única?

Convidamos você a descobrir os segredos por trás dessa conexão neste texto. Boa leitura! 

Neuroestética: entenda a origem do termo 

A neuroestética é uma área de estudo dentro das ciências cognitivas, que combina conhecimentos da neurociência e da arte para entender como o cérebro percebe e responde à arte e a beleza.

O estudo do conceito iniciou no final do século XX, mas ganhou mais atenção há cerca de dez anos, como uma tentativa de usar os avanços da neurociência para decifrar questões relacionadas à experiência estética. 

Como, por exemplo, responder o que determina que algo seja considerado bonito.  

Através de análises cerebrais, essa abordagem multidisciplinar é o que nos permite compreender como a exposição à arte pode afetar o bem-estar emocional e mental das pessoas, reduzir o estresse e melhorar o humor.

Entendendo o cérebro estético: componentes e processos

A experiência estética, que abrange a percepção da beleza e a resposta à arte e ao design, requer o funcionamento em conjunto de diversas regiões cerebrais para analisar os elementos visuais, emocionais e cognitivos.

A seguir, vamos entender algumas dessas áreas e como elas funcionam.

  • Córtex visual: é o responsável por processar as imagens captadas pelos olhos, como formas, cores, movimentos e outros detalhes visuais presentes no ambiente ao nosso redor. Está localizado na parte de trás do cérebro;
  • Córtex pré-frontal: fica no lobo frontal e é uma região que exerce funções cognitivas bastante complexas, entre elas a de organizar informações emocionais e interpretar significados;
  • Córtex cingulado anterior: também está localizado no lobo frontal, logo atrás da testa. Faz parte do sistema límbico, uma rede de estruturas associadas às emoções e às memórias. É ele que permite que cada pessoa tenha uma experiência individual com a arte, relacionando-a às suas vivências e recordações.

Essas áreas do cérebro trabalham juntas para estruturar as informações sensoriais, emocionais e cognitivas, e essa interação contribui para a diversidade de sentimentos que manifestamos durante o contato com a arte e o design.

Sala de estar e jantar com pendentes Accord
Arq. Luiza Ferraz/ Foto: Mariana Garcia

Design de interiores através da lente da neuroestética

A neuroestética, bem como a neuroarquitetura, é um campo que explora como o ambiente físico influencia nosso estado psicológico e a relação de pertencimento.

Ao aplicar algumas estratégias ao design de interiores, os profissionais podem criar espaços que promovem melhores condições para a saúde mental, acolhimento e valor emocional.

Veja 5 formas para inserir esses princípios aos seus projetos:

  1. Organização e fluxo 

Um layout bem desenvolvido para o espaço organiza o fluxo de movimento sem gerar barreiras. Ainda, criar áreas distintas dentro dos espaços aumenta a sua funcionalidade e estabelece melhores relações com o usuário.

Por exemplo, em um escritório, um design de interiores que incorpore espaços colaborativos abertos, juntamente com áreas mais privativas para foco e concentração, oferece uma experiência de trabalho mais produtiva.

  1. Uso de cores 

As cores exercem influência direta nas emoções e no comportamento das pessoas. No design de interiores, isso pode ser aplicado escolhendo uma paleta de cores que esteja alinhada com o objetivo do espaço.

Cores quentes, como o vermelho e o laranja, por exemplo, causam agitação e elevam o nível de energia, não sendo ideais para utilizar em um quarto ou sala de estar.

Já o azul-claro transmite calma e relaxamento e pode ser facilmente considerado para esses ambientes.

  1. Texturas e materiais

Texturas e materiais naturais são importantes para o enriquecimento sensorial do espaço. Eles contribuem para a percepção de tranquilidade e conforto.

No ambiente residencial, é possível aplicar esse conceito em tapetes e almofadas feitos com tecidos de fibras naturais, mobiliários, objetos e pisos de madeira, bem como bancadas de pedras naturais.

Dessa forma, você cria uma atmosfera aconchegante e envolvente.

  1. Conexão com a natureza 

Integre plantas e elementos naturais ao design. Isso ajuda a diminuir o estresse do dia a dia, melhora a concentração e traz maior sensação de bem-estar aos ocupantes.

  1. Iluminação natural e artificial

Além de influenciar no humor e na produtividade, a luz natural contribui para a síntese de hormônios importantes no funcionamento do nosso corpo. Aproveite a amplitude de portas e janelas e explore as conexões com ambientes externos.

Use a iluminação artificial de forma estratégica para complementar a luz natural e fornecer a iluminação adequada para criar ambientes acolhedores também no período noturno. 

A influência da iluminação no design neuroestético

Assim como as cores, a iluminação também cumpre uma função significativa nas emoções transmitidas em um ambiente.

Além disso, impacta diretamente no conforto visual. Isso significa que saber escolher a intensidade certa da luz e a temperatura de cor das lâmpadas evita o ofuscamento, melhora a funcionalidade do local e reduz a sensação de cansaço.

Uma iluminação mal planejada pode prejudicar toda a proposta. Portanto, o conhecimento da neuroestética te ajuda a tomar decisões mais assertivas na hora de fazer um projeto luminotécnico

Cama de casal com iluminação na cabeceira e pendentes Accord
Nídia Duarte/ Foto Daniel Mansur

Transformando espaços com neuroestética e iluminação

Trouxemos algumas dicas de como aliar esse conceito e a escolha da iluminação para transformar os espaços. Acompanhe!

  • Escolha o tipo de iluminação ideal: Existem 3 tipos principais:
  1. Iluminação geral: proporciona luz uniforme em todo o ambiente;
  2. Iluminação focal: usada para destacar pontos específicos, como um quadro ou um objeto;
  3. Iluminação decorativa: cria efeitos visuais interessantes, como as colunas e os pendentes.
  • Use diferentes intensidades: a variação da intensidade de luz ajuda a atender as necessidades específicas de cada ambiente. Por exemplo, tarefas que exigem mais foco e concentração demandam uma luz mais brilhante e direta. Enquanto uma luz suave e difusa contribui para ambientes mais relaxantes;
  • Adeque a temperatura de cor: tons mais quentes, como o laranja e o amarelo, tendem a aumentar a sensação de conforto, enquanto tons mais frios como o branco e o azul, são mais estimulantes. Escolha a temperatura de cor que melhor se adeque à experiência desejada. 

Conte com a Accord para criar ambientes que sejam uma verdadeira experiência estética!

Ao aliar a neuroestética ao design de interiores, é possível criar espaços que sejam não apenas visualmente atraentes, mas que também promovam o bem-estar físico e emocional dos seus ocupantes.

Explore o catálogo em nosso site para conhecer um pouco mais dos nossos produtos que estão alinhados a este conceito!

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