Como definir um estilo de decoração? 9 dicas

Como definir um estilo de decoração? 9 dicas

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Encontrar o estilo de decoração ideal é muito importante para acrescentar uma personalidade a um ambiente, de modo a torná-lo mais confortável e mais adaptado às expectativas dos seus ocupantes. 

Nesse sentido, vale a pena estudar os mais diversos estilos e modelos, a fim de tentar filtrar o que se encaixa melhor em cada projeto, considerando móveis, tecnologias e outros elementos.

Nesse estudo, é bom entender melhor como a iluminação, as cores e o espaço em si podem ser manipulados e usados a favor do design. E, além disso, como todos esses pontos ajudam a reforçar a funcionalidade.  Vamos entender melhor?

Entendendo o conceito de estilo de decoração de interiores

A decoração de interiores une arte e ciência, uma vez que está dedicada a tornar um espaço interior mais estético, funcional e harmonioso. 

Ela não se limita apenas a escolher móveis e acessórios bonitos: é uma forma cuidadosa de planejamento e design, que leva em consideração as necessidades, os gostos e a personalidade dos habitantes, bem como a funcionalidade desejada para cada espaço. 

Reflexo da personalidade

Cada estilo de decoração possui características únicas, que buscam refletir diferentes aspectos da personalidade dos moradores. 

Por exemplo, um estilo minimalista, com suas linhas limpas e paleta de cores neutras, tende a indicar uma preferência por ordem, simplicidade e uma abordagem clean, “menos é mais”. 

Já um estilo rico em cores, padrões e texturas sugere uma personalidade artística, aventureira e eclética. 

Quando as pessoas escolhem um estilo que ressoa com seus gostos pessoais, elas criam espaços confortáveis e convidativos — verdadeiros reflexos de quem são.

Funcionalidade do espaço

A funcionalidade é outra consideração relevante na decoração de interiores. 

Um espaço bem planejado precisa atender às necessidades diárias dos seus usuários, seja proporcionando um ambiente relaxante para descanso, áreas de trabalho que favorecem a concentração ou espaços sociais acolhedores para entretenimento. 

Nesse sentido, a escolha do estilo de decoração influencia significativamente a funcionalidade de um espaço. 

Por exemplo, um design de interiores focado no estilo escandinavo — conhecido por sua atenção à funcionalidade, uso eficiente do espaço e iluminação natural abundante —, pode ser uma escolha interessante para pequenos apartamentos ou casas que buscam maximizar o espaço e a luz.

Sala de estar com paisagem ao fundo e pendente Accord KS Slim
Arq. Juliana Camara/ Foto: Douglas Ribeiro Fagundes

Considerações técnicas: espaço, luz e cor

Na decoração de interiores, aspectos como espaço, luz e cor são importantes para criar ambientes que sejam tanto esteticamente agradáveis quanto funcionais e confortáveis. 

Esses elementos trabalham em conjunto para definir a atmosfera de um espaço, influenciar percepções e determinar a consistência do estilo de decoração escolhido.

Vamos entender cada um desses elementos e suas influências a seguir. 

Espaço

O espaço disponível é o ponto de partida para qualquer projeto de decoração de interiores. Ele determina o layout, a escala dos móveis e a distribuição dos objetos no ambiente. 

Em espaços menores, por exemplo, a escolha de móveis multifuncionais e o uso inteligente do espaço vertical contribuem para maximizar a área útil sem comprometer o estilo. 

Já em ambientes maiores, a definição de diferentes áreas de uso por meio de móveis e decorações cria ambientes acolhedores e funcionais, evitando que o espaço pareça vazio ou subutilizado.

Cor

O esquema de cores é outro elemento-chave na decoração de interiores, com impacto significativo na sensação de espaço e no clima do ambiente. 

Cores claras e neutras tendem a ampliar visualmente o espaço e refletir mais luz, o que torna o ambiente mais luminoso e arejado. 

Já cores escuras ou vibrantes criam pontos de interesse visual e conferem personalidade, mas requerem moderação em espaços pequenos para não sobrecarregá-los. 

É interessante que a escolha de cores esteja alinhada com o estilo de decoração desejado e com o efeito emocional que se quer provocar nos usuários do espaço.

Luz

A iluminação é uma das considerações técnicas mais importantes na decoração de interiores, pois detém o poder de transformar completamente um espaço. 

Uma boa iluminação consegue realçar as cores, texturas e formas, contribuindo significativamente para alcançar o estilo desejado. Além disso, ela destaca peças de arte ou decoração e cria profundidade e dimensão através de sombras e contrastes.

Em outras palavras, com um controle da luz, você pode fazer um ambiente parecer maior ou mais acolhedor e intimista. 

A iluminação natural pode ser maximizada sempre que possível, com cortinas leves ou translúcidas que permitam a entrada de luz enquanto proporcionam privacidade, ou até mesmo através do uso de espelhos posicionados estrategicamente.

Contudo, a iluminação artificial também funciona bem. Exemplos são a utilização de diferentes tipos de luminárias, como plafons, pendentes, abajures, colunas e arandelas.

Essas luminárias são importantes para criar ambientes com múltiplas camadas de iluminação, que podem ser ajustadas conforme a necessidade. Veja mais sobre a relação entre estilos e iluminação a seguir.

Integrando a iluminação com o estilo de decoração

Integrar adequadamente a iluminação ao estilo de decoração escolhido é muito importante quando se deseja valorizar e realçar as características únicas de qualquer espaço decorado. 

Afinal, a iluminação não é apenas uma questão prática para garantir a visibilidade; ela também desempenha um papel estético importantíssimo. 

Casando design e funcionalidade no ambiente

Unir design e funcionalidade em um ambiente na decoração de interiores é ter o cuidado para que a estética e a funcionalidade não sejam conflitantes. 

Essa abordagem requer um planejamento cuidadoso e uma compreensão profunda de como o estilo pode complementar a funcionalidade, e vice-versa. Aqui estão algumas estratégias para harmonizar design e funcionalidade:

Entendendo a função do espaço

O primeiro passo para casar design e funcionalidade é justamente entender qual a função de cada espaço. 

Cada área de uma casa tem um propósito específico, seja para descanso, trabalho, socialização ou lazer. 

Compreender esse propósito permite selecionar móveis, acabamentos e acessórios que servem à função pretendida. Por exemplo, em uma área de trabalho em casa, a escolha de uma cadeira ergonômica e uma mesa com espaço suficiente são tão importantes quanto o estilo desses itens.

Escolhendo móveis com dupla função

Uma forma eficaz de harmonizar design e funcionalidade é optar por móveis que ofereçam mais de uma função. Isso é especialmente útil em espaços menores, nos quais a economia de espaço é a regra. 

Mesas de centro com armazenamento e estantes divisórias são exemplos de peças que servem a múltiplos propósitos sem afetar o estilo do ambiente. Um mancebo com iluminação e mesa de suporte também é uma opção, como os da linha Caeté da Accord

Integrando tecnologia de forma eficiente

A tecnologia pode ser integrada de maneira que complemente o design do espaço. 

Soluções tecnológicas inteligentes, como sistemas de iluminação e som controlados por voz ou aplicativo, podem ser incorporadas de forma que aprimorem a funcionalidade e o conforto

Vale destacar que o design de interiores contemporâneo frequentemente inclui maneiras de esconder cabos e dispositivos eletrônicos, para manter um visual limpo e organizado, alinhado ao estilo escolhido.

Explorando as bases dos estilos de decoração

Conhecer os estilos de decoração é mergulhar em um mundo de expressões culturais, históricas e pessoais. Cada estilo traz consigo um conjunto de características que refletem diferentes filosofias de vida, prioridades e inclinações estéticas. 

Vamos explorar as bases de quatro estilos distintos: biofílico, maximalismo, minimalismo e hygge, destacando suas características fundamentais:

Biofílico

O design biofílico é inspirado na conexão intrínseca entre os seres humanos e a natureza. 

Esse estilo traz elementos do exterior para dentro de casa, a fim de criar um ambiente harmonioso, que reduz o estresse e melhora o bem-estar. Suas características são: 

  • Uso de plantas: a presença de plantas vivas é essencial no design biofílico, uma vez que promove a conexão com o verde, uma sensação de calma e frescor;
  • Luz natural: maximizar a entrada de luz natural através de grandes janelas ou claraboias é uma prioridade, visando imitar a sensação de estar ao ar livre;
  • Materiais naturais: madeira, pedra, bambu e outros materiais naturais são comumente usados, tanto nas estruturas quanto nos acabamentos e mobiliário;
  • Paleta de cores terrosas: cores inspiradas na natureza, como verdes, marrons e azuis, são predominantes, pois ajudam a criar uma sensação de aconchego e conexão com o meio ambiente.
Quarto infantil com berço suspenso e luminária Coluna Accord Fuscia ao lado
Arq. Priscila Ledur/ Foto: Marcelo Donadussi

Minimalismo

O minimalismo é um estilo que enfatiza a simplicidade, a ordem e a tranquilidade. Suas características incluem:

  • Linhas simples e design clean: mobiliário com design simples e linhas retas predomina, de modo a evitar a sensação de desordem visual;
  • Paleta de cores: tons claros e neutros são escolhidos para criar um ambiente sereno e calmo;
  • Desapego material: prioriza-se a funcionalidade e a qualidade em detrimento da quantidade, com um número limitado de objetos decorativos;
  • Espaço e luz: espaços são mantidos abertos e não sobrecarregados, com muita luz natural, para ampliar a sensação de tranquilidade.
Quarto com decoração minimalista e plafon Accord centralizado no ambiente
Arq. Caroline Longo Oltramari/ Foto: Lucas Valencio

Maximalismo

Em contraste direto com o minimalismo, o maximalismo celebra a abundância e a expressão pessoal através da decoração. É caracterizado por:

  • Cores vibrantes e padrões ousados: o maximalismo não tem medo de misturar estampas, texturas e cores fortes, com o intuito de confeccionar espaços ricos e vibrantes;
  • Acúmulo decorativo: aplica a ideia é “mais é mais”, com a inclusão de uma variedade de objetos decorativos que contam histórias ou expressam a personalidade do morador;
  • Arte e acessórios exuberantes: paredes frequentemente apresentam uma mistura eclética de obras de arte, fotos e espelhos, enquanto os acessórios são escolhidos por seu impacto visual e sentimental;
  • Camadas e texturas: o uso de diferentes materiais e texturas adiciona profundidade e interesse visual ao espaço.
Bancada em mármore em sala com paredes alaranjadas, quadros decorativos e pendentes Accord.
Arq. Aline Piovesan/ Foto: Bruno Bergmann

Hygge

Hygge é um conceito dinamarquês que representa o conforto, aconchego e contentamento. O estilo hygge foca em criar espaços que inspiram felicidade e bem-estar através de:

  • Iluminação suave: velas e luzes indiretas ajudam a criar uma atmosfera acolhedora e relaxante;
  • Texturas confortáveis: uso de tecidos macios, como malha e lã, em cobertores, almofadas e tapetes, visando gerar calor e conforto;
  • Elementos naturais: assim como no design biofílico, materiais naturais são valorizados, mas com ênfase no conforto e na simplicidade;
  • Espaços para convívio: a organização do espaço promove a interação e o convívio, com áreas confortáveis para sentar e relaxar juntos.
Abajur em mesa de cabeceira ao lado da cama
Guilherme Chagas

9 dicas importantes para definir um estilo de decoração de interiores

  1. Conheça seu cliente: entender as necessidades, gostos e estilo de vida do cliente é um passo importante para definir um estilo que seja funcional e significativo para quem vai usar o espaço;
  2. Inspire-se, mas personalize: use referências e inspirações de estilos existentes, mas sempre busque adicionar um toque pessoal ou um elemento surpresa que faça o design se destacar;
  3. Considere a arquitetura do espaço: o estilo de decoração escolhido pode complementar a arquitetura existente, especialmente no caso de reformas. Por exemplo, um espaço com características industriais se beneficia de um estilo que harmoniza com essas características, como o próprio design industrial;
  4. Crie um plano de cores coeso: a paleta de cores é um dos elementos mais importantes de um design de interiores. Escolha cores que refletem o estilo desejado e use-as de maneira coerente em todo o espaço;
  5. Não subestime a textura: as texturas servem para adicionar profundidade e interesse a um espaço. Misturar diferentes texturas de maneira equilibrada enriquece visualmente o ambiente, sem sobrecarregá-lo;
  6. Funcionalidade primeiro: lembre-se de que, independentemente do estilo, o espaço precisa ser, primeiro, funcional. A beleza sem funcionalidade resulta em um espaço que é admirado, mas raramente utilizado;
  7. Iluminação como elemento de design: como discutido, a iluminação não deve ser uma reflexão tardia. É interessante pensar nela desde o início do projeto;
  8. Detalhes fazem a diferença: seja na escolha dos puxadores dos armários ou na seleção de obras de arte, os detalhes podem ter um grande impacto no conjunto geral. Estes elementos ajudam a reforçar o estilo de decoração e conferir personalidade ao espaço;
  9. Mantenha o equilíbrio: encontrar o balanço certo entre diferentes elementos de design é importante. Um espaço bem planejado precisa de atenção às cores, texturas, proporções e disposição dos móveis.

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Em resumo, a decoração de interiores é uma jornada que une estética, personalidade e atenção à praticidade. 

A escolha do estilo de decoração, a integração inteligente da iluminação e a consideração cuidadosa das necessidades funcionais são essenciais para criar espaços bonitos que também ofereçam, ao mesmo tempo, conforto e eficiência no dia a dia.

Na Accord Iluminação, compreendemos profundamente como a luz certa pode valorizar cada estilo de decoração, trazendo harmonia, beleza e funcionalidade para os seus espaços. 

Descubra como nossas soluções de iluminação podem ajudar a dar vida ao seu estilo de decoração desejado!

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